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Brasileiros descobrem 1º cometa 100% brasileiro

Bastaram alguns poucos dias de operação para que um telescópio brasileiro, projetado e construído por brasileiros, em um observatório também construído por eles, com recursos próprios, identificasse um cometa até agora desconhecido.

É o primeiro cometa genuinamente tupiniquim.

O feito é mérito total de Cristóvão Jacques, Eduardo Pimentel e João Ribeiro de Barros, astrônomos que fazem o trabalho por amor à astronomia, sem receber nada em troca – por isso eles são chamados “amadores”.

Os três astrônomos construíram seu próprio observatório, o SONEAR (Southern Observatory for Near Earth Research), nas montanhas de Oliveira, a 120 km de Belo Horizonte (MG).

O telescópio, com uma abertura de 450 milímetros, é automatizado e controlado remotamente pela internet.

Toda a estrutura e a operação do telescópio é bancada com recursos próprios dos três pesquisadores.

Astrônomos mineiros descobrem primeiro cometa 100% brasileiro

A descoberta do primeiro cometa genuinamente brasileiro ocorreu no dia 13 de janeiro, sendo batizado oficialmente de C/214 A4 SONEAR pela União Astronômica Internacional.

O cometa, com cerca de 20 km de diâmetro, tem uma órbita parabólica e não está em rota de colisão com a Terra.

Seu ponto de maior aproximação da Terra deverá ser alcançado em 2015, a uma distância de cerca de 450 milhões de km.

Os três astrônomos afirmam esperar que muitas outras descobertas ocorram com a ajuda do SONEAR nos próximos anos.

Físicos fazem luz viajar com velocidade infinita

Infinitamente rápido

Albert Polman e seus colegas do Instituto de Física Atômica e Molecular em Amsterdã, na Holanda, fizeram algo que parece impossível. Eles criaram um dispositivo no qual a luz se comporta como se viajasse a uma velocidade nada mais, nada menos do que infinita.

Físicos fazem luz viajar com velocidade infinita

É claro que, como de praxe, eles começam alertando que seu dispositivo não contraria em nada as teorias de Einstein – nem tampouco é o mecanismo que falta para que nossas naves espaciais viajem em velocidade de dobra.

Mas como conciliar uma “velocidade infinita” da luz com o limite de velocidade universal imposto por Einstein?

É certo que já se demonstrou que superar a velocidade da luz é matematicamente possível, além do que vários experimentos têm “ludibriado” a física para criar pulsos superluminais, que viajam mais rápido do que a luz.

Mas “velocidade infinita” da luz é algo inédito.

Índice de refração = 0

No espaço, a luz viaja a 299.792.458 metros por segundo. Em outros materiais – na água ou no vidro, por exemplo – ela viaja mais lentamente.

A razão entre a velocidade da luz no vácuo e no material em questão define o índice de refração do material, que é tipicamente maior do que 1.

Contudo, os cientistas já descobriram meios de manipular as interações entre a luz e a matéria para criar índices negativos de refração – o que é feito usando materiais artificiais conhecidos como metamateriais.

Polman e seus colegas criaram uma espécie de túnel em nanoescala onde o índice de refração da luz é zero – assim, as ondas de luz de um comprimento de onda específico movem-se a uma velocidade infinita.

O dispositivo consiste em uma barra retangular, medindo 2.000 nanômetros de comprimento por 85 nanômetros de espessura, feita de dióxido de silício – que é isolante – recoberto com prata.

Tecnicamente trata-se de um guia de ondas, uma câmara condutora de luz.

Luz com velocidade infinita

A luz se comporta de forma diferente no interior desse guia de ondas porque os campos eletromagnéticos devem obedecer a condições precisas nas extremidades do dispositivo.

A luz com comprimentos de onda menores reflete-se entre as extremidades do guia de ondas, e os picos e vales da luz que está indo sobrepõem-se com os picos e vales da luz que está vindo, criando uma banda de interferência, um padrão de claros e escuros parecido com um código de barras – o brilho aumenta onde as ondas se somam e desaparece onde as ondas se anulam.

Acima de um determinado comprimento de onda “de corte”, a luz não se propaga mais. E é justamente nesse comprimento de onda de corte que as coisas ficam interessantes.

Em vez de produzir uma banda de interferência – a alternância de claros e escuros – o comprimento de onda inteiro brilha intensamente.

Isso significa que, em vez de se comportar como ondas com picos igualmente espaçados, as ondas de luz se comportam como se seus picos se movessem infinitamente rápido.

Assim, a luz oscila em sincronia ao longo de todo o dispositivo, estando literalmente ao longo de todo o seu comprimento ao mesmo tempo.

Salve a Relatividade

O professor Nader Engheta, membro da equipe, explica que isso não viola a relatividade porque a luz tem duas velocidades.

A “velocidade de fase” descreve a rapidez com que as ondas de um determinado comprimento de onda se movem, enquanto a “velocidade de grupo” descreve a velocidade com que a luz transporta energia – ou informação.

Somente a velocidade de grupo deve obedecer ao limite universal de velocidade, diz Engheta, e isso ocorre no interior do guia de ondas que ele e seus colegas construíram.

O pesquisador acrescenta que a tecnologia poderá ter vários usos, por exemplo, como uma antena que emita ondas de luz “formatadas” com precisão para uso em circuitos lógicos ópticos, ou seja, processadores à base de luz.

A equipe também não descarta a possibilidade de fabricação de um metamaterial de dimensões macroscópicas com índice zero de refração.

Bibliografia:

Experimental verification of n=0 structures for visible light
Ernst Jan R. Vesseur, Toon Coenen, Humeyra Caglayan, Nader Engheta, Albert Polman
Physical Review Letters
Vol.: Accepted Paper

Gravidade zero dentro da Terra – Parte I

Primeiro, vou só colocar o vídeo. Depois conversamos sobre isso.

 

GiFísica

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Quem vai tentar esse truque aí levanta mão! o/

Experimento com materiais recicláveis…sei não hein?

Alunos de ensino fundamental constroem satélite em escola municipal de Ubatuba (SP). Iniciativa partiu de professor de matemática que vê necessidade de mudança na forma de se ensinar as disciplinas exatas no Brasil.

Essa notícia saiu na Ciência Hoje Online. A iniciativa pioneira foi do professor de matemática Cândido Oswaldo Moura. Ao saber que a empresa Interorbital, dos Estados Unidos, começara a vender kits de microsatélites chamados TubeSats, Moura logo teve a ideia de construir um dessescom seus alunos.

O intuito do professor era despertar nas crianças, por meio da prática, o interesse pela ciência e pelas disciplinas exatas. “A matemática e a ciência geral são ensinadas de uma forma errada, baseada ‘na decoreba’, o que faz com que sejam vistas como monstros”, diz o professor. “Nossa intenção é desfazer esse mito ao colocar o aluno em contato com a ciência desde muito cedo.”

Eu tenho um pé atrás quanto a utilização de experimentos. Não é que eu pense que não é importante realizar experimentos; eles possuem todo um caráter de motivação, de lúdico, da interatividade, mas as vezes penso que eles são supervalorizados. Ainda mais o uso de materiais do dia-a-dia e o apelo ao senso comum como coisas válidas na ciência. A ciência não é feita com material reciclado, o professor Cândido teve que comprar um kit para montar um satélite, não foi com material reciclado. No senso comum, um movimento uniforme, infinto, simplesmente não existe! Falar de MHS ou MRU nas aulas de Física exige mais um processo de idealização e interpretação dos modelos do que realizar experimentos eliminando isso, desprezando aquilo lá e aquilo outro.

Enfim… eu quero um kit desses!

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