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ME Salva! Vídeo-aula sobre TRABALHO DE UMA FORÇA

Educação para a Independência do Mundo

Não basta preparar o homem para o domínio de uma especialidade qualquer. Passará a ser então uma espécie de máquina utilizável, mas não uma personalidade perfeita. O que importa é que venha a ter um sentido atento para o que for digno de esforço, e que for belo e moralmente bom. De contrário, virá a parecer-se mais com um cão amestrado do que com um ser harmonicamente desenvolvido, pois só tem os conhecimentos da sua especialização. Deve aprender a compreender os motivos dos homens, as suas ilusões e as suas paixões, para tomar uma atitude perante cada um dos seus semelhantes e perante a comunidade.

Estes valores são transmitidos à jovem geração pelo contacto pessoal com os professores, e não — ou pelos menos não primordialmente — pelos livros de ensino. São os professores, antes de mais nada, que desenvolvem e conservam a cultura. São ainda esses valores que tenho em mente, quando recomendo, como algo de importante, as «humanidades» e não o mero tecnicismo árido, no campo histórico e filosófico.

A importância dada ao sistema de competição e a especialização precoce, sob pretexto da utilidade imediata, é o que mata o espírito de que depende toda a atividade cultural e até mesmo o próprio florescimento das ciências de especialização.

Faz também parte da essência de uma boa educação desenvolver nos jovens o pensamento crítico independente, desenvolvimento esse que é prejudicado, em grande parte, pela sobrecarga de disciplinas em que o indivíduo, segundo o sistema adotado, tem de obter nota de passagem. A sobrecarga conduz necessariamente à superficialidade e à falta de verdadeira cultura. O ensino deve ser de modo a fazer sentir aos alunos que aquilo que se lhes ensina é uma dádiva preciosa e não uma amarga obrigação.

Albert Einstein, in ‘Como Vejo o Mundo’

Queremos homens completos ou mero cidadãos?

A educação atual e as atuais conveniências sociais premiam o cidadão e imolam o homem. Nas condições modernas, os seres humanos vêm a ser identificados com as suas capacidades socialmente valiosas. A existência do resto da personalidade ou é ignorada ou, se admitida, é admitida somente para ser deplorada, reprimida ou, se a repressão falhar, sub-repticiamente rebuscada. Sobre todas as tendências humanas que não conduzem à boa cidadania, a moralidade e a tradição social pronunciam uma sentença de banimento. Três quartas partes do Homem são proscritas. O proscrito vive revoltado e comete vinganças estranhas. Quando os homens são criados para serem cidadãos e nada mais, tornam-se, primeiro, em homens imperfeitos e depois em homens indesejáveis.

A insistência nas qualidades socialmente valiosas da personalidade, com exclusão de todas as outras, derrota finalmente os seus próprios fins. O actual desassossego, descontentamento e incerteza de propósitos testemunham a veracidade disto. Tentamos fazer homens bons cidadãos de estados industriais altamente organizados: só conseguimos produzir uma colheita de especialistas, cujo descontentamento em não serem autorizados a ser homens completos faz deles cidadãos extremamente maus. Há toda a razão para supor que o mundo se tornará ainda mais completamente tecnicizado, ainda mais complicadamente arregimentado do que é presentemente; que graus cada vez mais elevados de especialização serão requeridos dos homens e mulheres individuais. O problema de reconciliar as reivindicações do homem e do cidadão tornar-se-á cada vez mais agudo. A solução desse problema será uma das principais tarefas da educação futura. Se irá ter êxito, e até mesmo se o êxito é possível, somente o evento poderá decidir.

Aldous Huxley, in “Sobre a Democracia e Outros Estudos”

Minuto da Física – O que é a Gravidade?

Volta às aulas, e a normalidade…

Volta às aulas, à normalidade da vida (ou anormalidade!), aos problemas de aprendizagem, à falta de interesse dos alunos, aos pais estressados, etc… Acho que muitos pensam assim no começo de ano, ao menos falam assim. Talvez seja uma daquelas maneiras esquisitas de dizer “É, vai começar tuuuuudo de novo. Vamos encarar, fazer o quê, se ninguém mais vai?“.

Normalmente nesse período que precede a volta às aulas eu sentia saudades da escola, de dar aula, dos colegas e demais coisas, mas confesso que esse ano foi diferente (com certeza eu aguentaria mais duas semanas de férias, kkkkk). Não senti saudade de nada, ao contrário, quis permanecer longe de tudo isso. Já estava me cansando antes mesmo de começar as aulas, e se continuasse assim com certeza eu terminaria o ano com um atestado de depressão. Mas o que mudou?

Não muita coisa! Provavelmente os mesmos problemas estarão aí! Acho que talvez até novos problemas (tirando TDAH que descobriram que era uma mentira, UHUUUUULLLLLLLL!!!!!!!!). Contudo, após uma manhã de capacitação que tive ontem, como normalmente as escolas fazem antes de voltar as aulas, as coisas mudaram um pouco de figura. Percebi que eu estava me deixando dominar pelo vírus da Inércia Profissional, o qual minha professora Maria Inês Ribas nos advertiu quando estávamos na graduação. Não sei se existe uma vacina eficaz, mas eu comecei o tratamento com leitura de artigos e livros que possam me reconduzir ao caminho de um ensino mais eficaz (vou para de falar EDUCAÇÃO, em outro post eu explico).

Não sei se funcionará para você, meu querido colega professor, mas é bom ver, através da experiência de outros, que a sala de aula não é um fardo individual. Se deixe inspirar e se deixe viver a experiência de ensinar e aprender, e contribua para a educação. Assuma o que é de sua responsabilidade e delegue as sobressalentes a quem de direito. Como diz aquela música “cada um no seu quadrado“!

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