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Primeiro satélite brasileiro de comunicações será lançado em março…Dá-lhe Brasil!!!

Satélite SGDC

Resultado de imagem para satélite SGDCO lançamento do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC) do Brasil, o primeiro satélite de comunicações totalmente controlado pelo Brasil deverá ser lançado no próximo dia 21 de março.

O satélite tem como objetivo reforçar a segurança e a independência na comunicação estratégica dos segmentos de defesa do país e ampliar o acesso à internet de banda larga, principalmente em lugares remotos em território nacional.

Atualmente, tanto o tráfego civil quanto o de defesa ocorre por meio de satélites estrangeiros. O satélite foi construído pela empresa francesa Thales Alenia Space, em um programa cujos custos chegam a R$ 2 bilhões.

O satélite SGDC já está na Guiana Francesa, de onde será lançado a bordo de um foguete Ariane. Quando for ao espaço, ele deverá ficar estacionado em uma órbita a 36 mil quilômetros de distância da superfície, o que garante que ele estará sempre sobre a mesma posição em relação ao solo.

Fonte: Inovação Tecnológica.

dinossauro

 

Minuto da Física – O que é a Gravidade?

Brasileiros descobrem 1º cometa 100% brasileiro

Bastaram alguns poucos dias de operação para que um telescópio brasileiro, projetado e construído por brasileiros, em um observatório também construído por eles, com recursos próprios, identificasse um cometa até agora desconhecido.

É o primeiro cometa genuinamente tupiniquim.

O feito é mérito total de Cristóvão Jacques, Eduardo Pimentel e João Ribeiro de Barros, astrônomos que fazem o trabalho por amor à astronomia, sem receber nada em troca – por isso eles são chamados “amadores”.

Os três astrônomos construíram seu próprio observatório, o SONEAR (Southern Observatory for Near Earth Research), nas montanhas de Oliveira, a 120 km de Belo Horizonte (MG).

O telescópio, com uma abertura de 450 milímetros, é automatizado e controlado remotamente pela internet.

Toda a estrutura e a operação do telescópio é bancada com recursos próprios dos três pesquisadores.

Astrônomos mineiros descobrem primeiro cometa 100% brasileiro

A descoberta do primeiro cometa genuinamente brasileiro ocorreu no dia 13 de janeiro, sendo batizado oficialmente de C/214 A4 SONEAR pela União Astronômica Internacional.

O cometa, com cerca de 20 km de diâmetro, tem uma órbita parabólica e não está em rota de colisão com a Terra.

Seu ponto de maior aproximação da Terra deverá ser alcançado em 2015, a uma distância de cerca de 450 milhões de km.

Os três astrônomos afirmam esperar que muitas outras descobertas ocorram com a ajuda do SONEAR nos próximos anos.

Físicos fazem luz viajar com velocidade infinita

Infinitamente rápido

Albert Polman e seus colegas do Instituto de Física Atômica e Molecular em Amsterdã, na Holanda, fizeram algo que parece impossível. Eles criaram um dispositivo no qual a luz se comporta como se viajasse a uma velocidade nada mais, nada menos do que infinita.

Físicos fazem luz viajar com velocidade infinita

É claro que, como de praxe, eles começam alertando que seu dispositivo não contraria em nada as teorias de Einstein – nem tampouco é o mecanismo que falta para que nossas naves espaciais viajem em velocidade de dobra.

Mas como conciliar uma “velocidade infinita” da luz com o limite de velocidade universal imposto por Einstein?

É certo que já se demonstrou que superar a velocidade da luz é matematicamente possível, além do que vários experimentos têm “ludibriado” a física para criar pulsos superluminais, que viajam mais rápido do que a luz.

Mas “velocidade infinita” da luz é algo inédito.

Índice de refração = 0

No espaço, a luz viaja a 299.792.458 metros por segundo. Em outros materiais – na água ou no vidro, por exemplo – ela viaja mais lentamente.

A razão entre a velocidade da luz no vácuo e no material em questão define o índice de refração do material, que é tipicamente maior do que 1.

Contudo, os cientistas já descobriram meios de manipular as interações entre a luz e a matéria para criar índices negativos de refração – o que é feito usando materiais artificiais conhecidos como metamateriais.

Polman e seus colegas criaram uma espécie de túnel em nanoescala onde o índice de refração da luz é zero – assim, as ondas de luz de um comprimento de onda específico movem-se a uma velocidade infinita.

O dispositivo consiste em uma barra retangular, medindo 2.000 nanômetros de comprimento por 85 nanômetros de espessura, feita de dióxido de silício – que é isolante – recoberto com prata.

Tecnicamente trata-se de um guia de ondas, uma câmara condutora de luz.

Luz com velocidade infinita

A luz se comporta de forma diferente no interior desse guia de ondas porque os campos eletromagnéticos devem obedecer a condições precisas nas extremidades do dispositivo.

A luz com comprimentos de onda menores reflete-se entre as extremidades do guia de ondas, e os picos e vales da luz que está indo sobrepõem-se com os picos e vales da luz que está vindo, criando uma banda de interferência, um padrão de claros e escuros parecido com um código de barras – o brilho aumenta onde as ondas se somam e desaparece onde as ondas se anulam.

Acima de um determinado comprimento de onda “de corte”, a luz não se propaga mais. E é justamente nesse comprimento de onda de corte que as coisas ficam interessantes.

Em vez de produzir uma banda de interferência – a alternância de claros e escuros – o comprimento de onda inteiro brilha intensamente.

Isso significa que, em vez de se comportar como ondas com picos igualmente espaçados, as ondas de luz se comportam como se seus picos se movessem infinitamente rápido.

Assim, a luz oscila em sincronia ao longo de todo o dispositivo, estando literalmente ao longo de todo o seu comprimento ao mesmo tempo.

Salve a Relatividade

O professor Nader Engheta, membro da equipe, explica que isso não viola a relatividade porque a luz tem duas velocidades.

A “velocidade de fase” descreve a rapidez com que as ondas de um determinado comprimento de onda se movem, enquanto a “velocidade de grupo” descreve a velocidade com que a luz transporta energia – ou informação.

Somente a velocidade de grupo deve obedecer ao limite universal de velocidade, diz Engheta, e isso ocorre no interior do guia de ondas que ele e seus colegas construíram.

O pesquisador acrescenta que a tecnologia poderá ter vários usos, por exemplo, como uma antena que emita ondas de luz “formatadas” com precisão para uso em circuitos lógicos ópticos, ou seja, processadores à base de luz.

A equipe também não descarta a possibilidade de fabricação de um metamaterial de dimensões macroscópicas com índice zero de refração.

Bibliografia:

Experimental verification of n=0 structures for visible light
Ernst Jan R. Vesseur, Toon Coenen, Humeyra Caglayan, Nader Engheta, Albert Polman
Physical Review Letters
Vol.: Accepted Paper

Geladeira quântica faz gelo absoluto

Nanorrefrigeração

Geladeira quântica faz gelo absolutoEnquanto as geladeiras a laser não chegam, talvez você possa se contentar com uma geladeira quântica O primeiro exemplo daquilo que se poderia chamar de um refrigerador quântico veio de forma um tanto surpreendente, quando físicos italianos conseguiram mover a entropia de um sistema para outro.

Mas a geladeira quântica criado por Peter Lowell e colegas do Instituto Nacional de Padronização e Tecnologia (NIST) dos Estados Unidos está pronta para uso, ao menos em laboratórios.

Este é o primeiro refrigerador quântico de estado sólido que usa fenômenos da física quântica, operando em micro e nanoestruturas – ele não possui nenhuma parte móvel – para resfriar objetos muito maiores, de nível macroscópico.

Embora existam inúmeros aparatos capazes de resfriar objetos em laboratório até temperaturas que se aproximam do zero absoluto, o novo equipamento permitirá que os cientistas ponham e retirem seus experimentos para congelamento da mesma forma que se manipula os alimentos em uma geladeira doméstica.

“É uma das realizações mais impressionantes que eu já vi. Nós usamos a mecânica quântica em uma nanoestrutura para resfriar um bloco de cobre que é um milhão de vezes mais pesado do que os elementos de refrigeração,” disse Joel Ullom, membro da equipe.

Laboratórios e telescópios

O que realmente impressiona é o rendimento do refrigerador quântico: seu poder de resfriamento pode ser comparado a um ar condicionado de parede resfriando um prédio inteiro.

A geladeira quântica poderá resfriar sensores abaixo das temperaturas criogênicas (300 miliKelvin), normalmente obtidas com o uso de hélio líquido, facilitando os experimentos com computadores quânticos  e estendendo a vida útil das câmeras de telescópios espaciais – o telescópio espacial Herschel está chegando ao fim de sua vida útil justamente pelo esgotamento do seu reservatório de hélio líquido.

Este é mais uma de um crescente número de demonstrações de como dispositivos em nanoescala, que funcionam segundo as leis da mecânica quântica, afetam fenômenos em macroescala, que funcionam segundo das leis da física clássica.

As aplicações portáteis são ainda mais facilitadas pela pouca energia necessária para alimentar a geladeira quântica: o protótipo funciona com uma única bateria de 9V.

Como funciona a geladeira quântica

O resfriamento quântico é feito por um conjunto de 48 sanduíches de diversos materiais, condutores e isolantes, intercalados com um metal supercondutor.

Com a aplicação de uma tensão elétrica, os elétrons de mais alta energia saem das camadas condutoras, tunelam através das camadas isolantes, até atingir a camada supercondutora.

A temperatura nas camadas metálicas cai dramaticamente, drenando energia eletrônica e vibracional do objeto que está sendo resfriado.A mesma equipe já havia demonstrado a viabilidade de exploração desse processo, mas em dimensões microscópicas:

 O protótipo levou um bloco de cobre de 2,5 centímetros de lado e 3 milímetros de altura a uma temperatura de 256 mK. Os pesquisadores afirmam já ter em mente melhoramentos que levarão o equipamento a atingir 100 mK.

Bibliografia:

Macroscale refrigeration by nanoscale electron transport
Peter J. Lowell, Galen C. O’Neil, Jason M. Underwood, Joel N. Ullom
Applied Physics Letters
Vol.: 102, 082601
DOI: 10.1063/1.4793515

Texto original, retirado de Inovação Tecnológica.
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