Novo Ensino Médio… Velhos problemas!(Parte 1)

Resultado de imagem para EAD

Nesta última terça (20), o Ministério da Educação homologou o texto com as novas diretrizes para o Ensino Médio, sendo possível que 20% da carga horária do curso diurno seja cumprida na modalidade a distância; 30 % da carga horária para o curso noturno e até 80% para o EJA poderão ser feitos por EAD.

Há muito o que se refletir sobre isso (o que pretendo fazer em próximos textos), mas primeiramente queria fazer um brainstorm sobre essa notícia, de modo a tentar expandir alguns impactos sobre a nossa amada (ou talvez não) profissão.

Desemprego

Uma das ideias que surgiu foi o impacto direto sobre as vagas de emprego para professores. Enquanto que, num espaço físico, eu tenho limitações para quantidade de alunos por sala, se quero mais alunos, preciso de mais salas; com mais salas, mais professores. Certo? Bom, com uma educação à distância, esse limite físico some, o que  certamente trará impacto sobre as vagas de emprego.

Autonomia

Alguns anos atrás, durante a graduação, fui bombardeado por debates e artigos que defendiam um ensino que promovesse autonomia dos alunos. Alguns defendem que o Ensino à Distância (EAD) é uma eficiente ferramenta para promover essa autonomia. Pode ser que sim, pode ser que não… só a experiência dirá.

Volta do Tecnicismo

Durante a ditadura militar, as educação tecnicista foi amplamente incentivada e implementada pelo governo. Tal modelo de de educação desvaloriza a reflexão, o debate e a crítica, em termos gerais. Por muito tempo, educadores têm trabalhado para transpor esse modelo por um mais completo, que promova um desenvolvimento mais amplo e rico, e nisso, o papel do professor como mediador se faz crucial. Talvez, num ensino EAD, essa mediação fique mecânica, frouxa e ineficaz, prevalecendo o “Ctrl+C/Ctrl+V”

Reinvenção da Profissão.

Talvez estejamos vendo o início de uma mudança de paradigma profissional. As tecnologia estão cada vez mais imersas na sociedade, e a sociedade imersa nas tecnologias. Smartphones cada vez mais poderosos, aplicativos cada vez mais imersivos, realidade virtual e aumentada alcançando nossos lares… e ainda temos escolas com quadro negro e giz. Não me entenda mal, eu sei o grande valor de um quadro negro e giz, mas cada vez mais essa é uma realidade distante da criança que chega na escola.

O ambiente, os métodos, o professor… tudo isso precisará se reinventar, ou seremos os Nokia 3320 (que todo mundo lembra que era bom), mas que ninguém quer ter de volta!

Até a próxima guerreiros!

Posted on 21 de Novembro de 2018, in ciência, educação and tagged , , , . Bookmark the permalink. Deixe um comentário.

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