Monthly Archives: Fevereiro 2014

Dr Octopus da vida real!

No segundo filme do Homem Aranha, o herói enfrenta o Dr. Otto Octavius, Dr. Octopus. Nesse filme, o ainda não vilão está desenvolvendo uma forma de energia poderosa, produzindo uma “miniestrela” na sala de jantar da sua casa. Para isso, utiliza aqueles braços robóticos vinculados ao seu cérebro através de um chip que lhe dá o controle sobre os braços e o protege contra a IA dos mesmos. Aí, tudo dá errado, o chip é destruído, e ele vira o Dr. Octopus e tal.

Bom, parece que é melhor encontrarmos um homem aranha por precaução! O sonho de uma energia totalmente limpa, inspirada nas estrelas, continua brilhando – ainda que com um brilho oscilante como o de uma estrela distante.

No laboratório NIF (National Ignition Facility), nos Estados Unidos, os cientistas estão tentando obter um efeito similar disparando 192 feixes de laser em uma minúscula cápsula de ouro contendo deutério e trício, ambos isótopos de hidrogênio. A cápsula, chamada hohlraum, implode, eventualmente gerando a fusão nuclear.

Agora, pela primeira vez o experimento alcançou um ganho líquido de energia, produzindo mais energia do que aquela absorvida pelo combustível para iniciar a reação. Mas isso ainda está longe da ignição, a reação de fusão autossustentável, que terá um ganho global de energia.

O experimento disparou cerca de 10 quilojoules de energia na cápsula de combustível, que reemitiu cerca de 15 quilojoules. No entanto, a entrada total de energia para o sistema pelos lasers ficou perto de 2 megajoules – ou seja, a energia gerada é cerca de 0,5% da energia consumida.

“Este é um passo significativo na pesquisa da fusão nuclear. Mas ainda há um longo caminho pela frente para dispormos da fusão nuclear como fonte de energia,” reconheceu Omar Hurricane, do Laboratório Nacional Lawrence Livermore, que opera o NIF.

Fusão nuclear fica um pouco mais próxima da realidade

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Brasileiros descobrem 1º cometa 100% brasileiro

Bastaram alguns poucos dias de operação para que um telescópio brasileiro, projetado e construído por brasileiros, em um observatório também construído por eles, com recursos próprios, identificasse um cometa até agora desconhecido.

É o primeiro cometa genuinamente tupiniquim.

O feito é mérito total de Cristóvão Jacques, Eduardo Pimentel e João Ribeiro de Barros, astrônomos que fazem o trabalho por amor à astronomia, sem receber nada em troca – por isso eles são chamados “amadores”.

Os três astrônomos construíram seu próprio observatório, o SONEAR (Southern Observatory for Near Earth Research), nas montanhas de Oliveira, a 120 km de Belo Horizonte (MG).

O telescópio, com uma abertura de 450 milímetros, é automatizado e controlado remotamente pela internet.

Toda a estrutura e a operação do telescópio é bancada com recursos próprios dos três pesquisadores.

Astrônomos mineiros descobrem primeiro cometa 100% brasileiro

A descoberta do primeiro cometa genuinamente brasileiro ocorreu no dia 13 de janeiro, sendo batizado oficialmente de C/214 A4 SONEAR pela União Astronômica Internacional.

O cometa, com cerca de 20 km de diâmetro, tem uma órbita parabólica e não está em rota de colisão com a Terra.

Seu ponto de maior aproximação da Terra deverá ser alcançado em 2015, a uma distância de cerca de 450 milhões de km.

Os três astrônomos afirmam esperar que muitas outras descobertas ocorram com a ajuda do SONEAR nos próximos anos.

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