Monthly Archives: Julho 2011

Programa Yenka.

Eu estava futricando no Baixaki atrás de uns programas que para professor e achei esse programa que se chama Yenka. Este programa é um simulador de laboratório de ciências muito útil para professores de Física, Química, Matemática, Biologia. Abaixo segue um vídeo (em inglês, mas e daí?) que demonstra o programa em funcionamento.

Para baixar o programa, clique no link ao lado Yenka

Deus é um arquiteto e tanto!

E ainda tem gente que se acha o rei da cocada preta! Vai catar coquinho no asfalto da Bahia!

É penta!!!!! Bom, mais ou menos…

Na 42ª edição da Olimpíada Internacional de Física (IPhO), o Brasil ganhou sua primeira medalha de ouro.

É o primeiro ouro de um país ibero-americano na competição, que desta vez ocorreu em Bangcoc, na Tailândia, de 10 a 18 de julho.

Gustavo Haddad Braga, aluno do Colégio Objetivo de São Paulo, foi responsável pelo feito inédito. Ivan Tadeu (também do Colégio Objetivo de São Paulo), Lucas Hernandes (Colégio Etapa de São Paulo) e os cearenses José Guilherme Alves (Colégio Ari de Sá) e Ricardo Duarte Lima (Colégio Farias Brito) ficaram com o bronze.

PARABÉNS GALERINHA! Vamos esperar a Dilma recebê-los no Palácio do Planalto!

Ciência e Pseudociência

O trecho abaixo faz parte de um artigo publicado na Física na Escola, uma publicação da Sociedade Brasileira de Física, intitulado Ciência e pseudociência, de Marcelo Knobel. Eu o utilizei em ontem em sala de aula, e o utilizarei em outras turmas, e o debate foi algo agradável e significativo. Fica a dica!

    A própria definição de pseudociência é uma questão complexa e delicada. Há muitas características comuns que podem ser utilizadas para tentar esboçar uma demarcação. Como já dito, a pseudociência tem esse nome porque tenta mimetizar uma aparência de ciência, incluindo uma linguagem mais complexa, com afirmações veementes de que os resultados são “comprovados cientificamente”, ou abalizados por “estudos aprofundados”. Além disso, a pseudociência normalmente se baseiam em anedotas e rumores para “confirmar” os fatos. Um exemplo comum é ouvirmos (ou recebermos alguma corrente ou correio eletrônico) alguma história mirabolante sobre doenças provocadas por latinhas sujas ou roubo de órgãos para contrabando. Estes rumores que se espalham com uma facilidade impressionante devido à Internet têm o nome de “lendas urbanas”, e também podem ser considerados como um subgrupo da pseudociência.

     Em seu clássico livro O Mundo Assombrado por Demônios – A Ciência vista como uma Vela na Escuridão, o físico Carl Sagan descreveu, de modo brilhante, um kit de detecção de mentiras ou bobagens (Balooney Detection Kit), principalmente no que se refere a afirmações aparentemente científicas. Ele enfatiza o uso do pensamento crítico para reconhecer argumentos falhos ou fraudulentos, o que podemos chamar de um modo geral de “pseudociência”. Além do raciocínio lógico e do reconhecimento de alguns elementos característicos da pseudociência, é particularmente importante conhecer, ao menos superficialmente, como a ciência funciona.

     De acordo com Sagan, há algumas ferramentas básicas no kit que devem ser utilizadas para analisar argumentos e afirmações que aparentemente são embasadas em experimentos científicos:

  • Sempre que possível deve haver uma confirmação independente dos “fatos”;
  • Deve-se estimular um debate substantivo sobre as evidências, do qual participarão notórios partidários de todos os pontos de vista;
  • Os argumentos “de autoridade” têm pouca importância – As ‘autoridades’ cometeram erros no passado. Voltarão a cometê-los no futuro. Uma forma melhor de expressar essa idéia é talvez afirmar que em ciência não existem autoridades; quando muito há especialistas;
  • Deve-se considerar mais de uma hipótese. Se alguma coisa deve ser explicada, é preciso pensar em todas as maneiras diferentes pelas quais poderia ser explicada. Então se deve pensar em formas de derrubar sistematicamente cada uma das alternativas. A hipótese que sobreviver a esta “seleção natural” tem maiores chances de ser a correta;
  • Não se apegar demais à sua própria hipótese. Devem-se buscar razões para rejeitá-la. Se você não fizer isto, outros o farão;
  • Quantificar sempre que possível. Aquilo que é vago e qualitativo é suscetível a muitas explicações;
  • Se há uma cadeia de argumentos, todos os elos da cadeia devem ser válidos (inclusive a premissa) – não apenas a maioria deles;
  • Deve-se sempre questionar se a hipótese pode ser, pelo menos em princípio, falseada. As proposições que não podem ser testadas ou falseadas não valem grande coisa. Devemos poder verificar as afirmativas propostas.

    Na realidade há muitas outras características comuns que podem ser utilizadas para tentar esboçar uma demarcação da pseudociência, o que nem sempre é trivial. Além disso, a pseudociência normalmente se baseiam em anedotas e rumores para “confirmar” os fatos, e incluem personagens que afirmam que não são compreendidos e são hostilizados por nossa sociedade, assim como foram Galileu e Copérnico em suas épocas. Mas por que devemos nos preocupar com a pseudociência? Para os cientistas, a resposta mais simplista poderia indicar uma tentativa de evitar “manchar” a imagem da ciência, que tem consolidado a sua reputação em anos e anos de hipóteses, teorias e experimentos bem sucedidos e capazes de explicar muitos aspectos do universo em que vivemos. Mas, na realidade, a maioria das pessoas vive perfeitamente bem sem saber diferenciar entre ciência e pseudociência.

       Entretanto, mais cedo ou mais tarde, em alguns momentos da vida, esse conhecimento pode ser muito importante. Seja para decidir um tratamento médico, seja para analisar criticamente algum boato, seja para se posicionar frente a alguma decisão importante que certamente influenciará a vida de seus filhos e netos. A sociedade, como um todo, deve assimilar uma “cultura científica”, com a participação de instituições, grupos de interesse e processos coletivos estruturados em torno de sistemas de comunicação e difusão social da ciência, participação dos cidadãos e mecanismos de avaliação social da ciência. Mas ao falar da cultura científica não estamos nos referindo, necessariamente, à “ciência” ortodoxa, entendida como acúmulo de conhecimentos coerentes, fixos e certos que se constroem sob a atenta vigilância de uma metodologia confiável sobre uma realidade natural subjacente (legado da tradição positivista que apela à objetividade da ciência e seu “espírito” altruísta). A cultura científica é entendida, neste sentido mais amplo, como forma de instrução, de acumulação do saber, seja este socialmente válido ou não.

    E a necessidade de uma cultura científica aparece claramente na distinção entre ciência e pseudociência. Além dos aspectos já mencionados, muitas vezes somos compelidos a aceitar algo sem fundamento científico, mesmo sem acreditarmos naquilo. A seguir, será dado um exemplo recente que ocorreu na cidade de São Paulo, onde, mesmo sem querer, milhões de cidadãos são obrigados a aceitar uma lenda urbana.

Para ler o artigo completo, clique no link ao lado: Ciência e pseudociencia

Bizarrices do mundo Animal #2

– E aê Raphaell, como pode?

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