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Tiras

   

Manifesto contra a cultura da mediocridade e hipocrisia

Segundo o dicionário, mediocridade é o estado ou qualidade daquilo que é medíocre. Esta por sua vez é definida como aquilo que está entre o grande e o pequeno, o bom e o mau: obra medíocre. Aquele que é medíocre é aquele que não tem grande valor intelectual.

Hipocrisia, por sua vez, é definida como vício que consiste em aparentar uma virtude, um sentimento que não se tem; fingimento, falsidade. O sujeito hipócrita é aquele tem estas qualidades.

Cultura, para a Sociologia seria o conjunto das estruturas sociais, religiosas etc., das manifestações intelectuais, artísticas etc., que caracteriza uma sociedade. A cultura de massa é o conjunto dos fatos ideológicos comuns a um grupo de pessoas consideradas fora das distinções de estrutura social.

Por que falo tudo isso? Porque o país tem uma cultura de mediocridade e hipocrisia. Não falo dos políticos, porque se não teria que escrever um livro sobre isso, mas falo das pessoas que compõem os núcleos empresariais, industriais; que ocupam posições de chefia nas empresas, que são formadores de opinião, que são lideranças dentro da sociedade. Essas pessoas tem se esforçado bastante para manter essa cultura.

Nessa semana nós assistimos a entrevista da professora Amanda Gurgel, bem como o seu vídeo que está disponível no youtube (a menos que já tenha sido retirado). Essa professora não suportou mais viver nessa cultura e conseguiu se fazer ouvir em uma audiência pública sobre a questão da educação. Foi simplesmente lindo! Um tapa na cara dos medíocres e hipócritas que usam a educação como plataforma política para conseguirem autopromoção.

Existem vários outros setores em que a cultura da mediocridade e hipocrisia exerce sua força, mas na educação, penso eu, é o favorito dela. Eu não consigo entender como grandes lideranças, e lideranças internas também, defendem tanto a importância da educação, enchem a boca para falar de como a educação é a única forma de mudança social, vomitam que sempre apoiaram a educação, e nem sequer param para refletir se o professor está saudável emocionalmente, fisicamente, mentalmente dentro das nossas escolas.

Eu penso que somente o professor é quem pode vencer essa cultura e contribuir para o surgimento de outra, mas nós estamos fracos. Nós estamos sofrendo. Nós estamos sendo humilhados constantemente por alunos, pais de alunos, coordenações, chefias, secretários de educação, governadores, ministros, Presidentes.

Parece que essas últimas pessoas não querem que essa cultura deixe de existir, pois se não suas regalias irão sumir. Parece que nunca passaram pela escola. Claro que a escola tem seus problemas de nível pedagógico, didático, epistemológicos e que devem ser resolvidos por professores que estãoem atividade. Nóstemos que continuar estudando por ser a única profissão que nunca pode parar de estudar. Nós temos nossa responsabilidade com a educação e não podemos nos esquecer disso.

Mas eu também compreendo quando um professor se questiona: pra que? O que eu estou fazendo aqui? Por que todo esse meu esforço? O nosso valor não é ignorado somente por políticos, mas pela sociedade, pela família também. Quem quer que seu filho seja professor?

É certo que nós sempre existiremos como as baratas, sabe? Aqueles seres que conseguem sobreviver até a um ataque nuclear? Pois bem, acho que é assim que a sociedade nos percebe, como baratas: seres asquerosos que merecem ser exterminados, pisados, e que alguns tem medo e nojo. Eu sei que durante minha vida humana eu não vou ver as mudanças pelas quais estou batalhando em sala de aula, mas não vou desanimar por causa disso, eu não posso desanimar. Enquanto estiver em sala de aula, vou lutar para que meus alunos não cresçam medíocres e hipócritas.

Update: Caso alguém se sinta ofendido, está aberto o espaço para a resposta. Envia a mesma para naoinercial@gmail.com e ela será publicada assim que recebida.

Resultado de provas…

Bom dia seres bariônicos, quais as novas? Já acharam o Bóson de Higgs? Rsrsrsrs, sacangem. O blog estava meio parado por motivos de força maior: aplicação e correção de provas das escolas. E é o seguinte, os alunos não foram bem.

Numa estatística por alto, 5% dos alunos da 1º ano do Ensino médio atingiram a média da escola. Os alunos do 2º ano, podemos dizer que foram 46% e 3º ano foram uns 35%. A culpa é deles? A culpa é minha? Existe uma culpa? Eu concordo que a disciplina de Física não é algo trivial, que faz parte do cotidiano do aluno, mas ao contrário, muitas vezes aquela se mostra contraditória com o senso comum. A avaliação como é feita também não valoriza o conhecimento, valoriza a resolução de problemas que não são tão simples de se compreender, reconheço.

A facilitação do processo de aprendizagem que Rogers¹ defende é uma coisa muito complexa e esquecida (se é conhecida?) por nós professores. Aquela ideia de que os pais irão nos cobrar resultados, isto é, uma aprovação no vestibular ou no PAS da UnB tem se tornado o objetivo da escola quando deveria ser uma consequência do ensino. Esse pseudo-objetivo tem norteado a forma das nossas avaliações por aí.

Na piscologia de Rogers existem 10 princípios que ele apresenta para que a aprendizagem ocorra de maneira efetiva e significante. Esses princípios abrem brechas para uma questão interessante: a auto-avaliação, a auto-crítica, e auto-realização. Uma auto avaliação exige uma autonomia do aluno e uma maturidade bem desenvolvida para que essa auto-avaliação ocorra efetivamente. Se o seu aluno não tem essa autonomia, está aí um novo objetivo para seu ensino, muito mais congruente com os objetivo da educação básica.

Professor Troll #3

E agora, quem poderá me defender???

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Chupa essa manga!

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